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Saneamento básico e saúde

O grande problema do sistema de saúde no Brasil poderia ser minimizado apenas com um cuidado: o saneamento básico. Nosso sistema de saúde está bastante precário (basta acompanhar o noticiário para se dar conta da situação extrema a que estamos submetidos quando dependemos da saúde pública), com falta de leitos nos hospitais, com enormes filas de espera para atendimento e para cirurgias pelo Sistema Único de Saúde e com poucos remédios, ou total falta deles, para atender a todos que precisam.

Saneamento básico

Imagem cortesia de Serge Bertasius Fotografia em FreeDigitalPhotos.net

Embora estejamos – ainda – entre as maiores economias do mundo, com relação ao saneamento básico estamos entre os mais subdesenvolvidos dos países da Terra. Além da falta de opções para mudar o quadro deprimente de saúde pública, não temos uma infraestrutura adequada para recolher e tratar esgotos e para cuidar das montanhas de lixo que, muitas vezes, se acumulam nas ruas, possibilitando o contágio de graves doenças, principalmente em crianças.

Em pleno século 21, somente para dar um exemplo, não chegamos ainda aos 50% da população brasileira com atendimento de coleta de esgoto. O percentual de atendimento em 2015 era de 46,2% dos domicílios atendidos com coleta de esgotos, e esse número tende a ser reduzido, quando vemos tantas e tantas áreas invadidas por pessoas que precisam de um teto, construindo barracos sem a mínima estrutura e despejando seus dejetos a céu aberto.

Essa falta de saneamento básico expõe a população a diversos riscos de saúde. Um instituto de renome nacional promoveu uma pesquisa sobre o esgotamento sanitário e as doenças relacionadas ao sistema de água e esgotos inadequados e chegou à triste conclusão de que essa deficiência causa a morte de milhões de pessoas todos os anos, no mundo todo, principalmente nos países de baixa renda. Das mortes por diarreia no mundo, 88% são provocadas pela falta de saneamento básico.

Falta de saneamento básico, uma visão desanimadora do futuro.

O quadro é mais severo ainda quando sabemos que, do total de mortes, 84% são de crianças, conforme informações da Organização Mundial da Saúde. Segundo a OMS, pelo menos 1,5 milhões de crianças com até 5 anos morrem todos os anos em virtude da falta de saneamento básico.

A carência de um saneamento básico adequado, portanto, é um dos grandes problemas da sociedade brasileira, prejudicando não somente a situação financeira da saúde nacional, mas também trazendo prejuízos para o futuro. Além dos altos índices de mortalidade, a falta de saneamento básico representa um custo altíssimo para a saúde pública, representando um custo e mais de 140 milhões de reais, somente no ano de 2011, segundo levantamentos junto ao Ministério da Saúde.

A Organização Mundial da Saúde, conforme levantamento feito sobre os cuidados com a saúde no mundo todo, informa que, de cada 1 real investido em saneamento, são economizados 4 reais na saúde pública. Assim, como podemos ver, o saneamento básico e a saúde são condições entrelaçadas: a solução seria um investimento maior no saneamento, com substancial economia para a saúde pública.

Lembrando, por fim, que a saúde é um direito do cidadão.

Sobre Galdino

Paixão por saúde e qualidade de vida. Desde 2013 buscando informações sobre a melhor maneira de se viver com mais saúde e melhor qualidade de vida. Mantenho alguns blogs com o objetivo principal de passar adiante as informações e o conhecimento que tenho adquirido ao longo desse tempo. Durante esses anos tenho "corrido" atrás de conteúdos relevantes que, de alguma forma possa me ajudar e ajudar outras pessoas a viver com mais qualidade de vida. Ps. Tenho 47 anos, sou goiano, evangélico, solteiro e tenho um filho de 13 anos, motivo do meu orgulho e alegria. Sou apaixonado séries e filmes de ação. Adoraria aprender tudo sobre fotografia.
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