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Esquizofrenia: Quais são as características, os sintomas e tratamentos

A esquizofrenia é um transtorno mental grave no qual as pessoas interpretam a realidade de uma maneira distorcida. Essa condição afeta como as pessoas pensam, sentem e se comportam. Os indivíduos que sofrem dessa doença podem ter uma combinação de alucinações, delírios e pensamentos extremamente desordenados, comprometendo e muito sua qualidade de vida. A esquizofrenia é uma condição crônica, que exige tratamento ao longo de toda a vida.

Sintomas da esquizofrenia

Uma série de problemas do pensamento e do comportamento são ligados a esquizofrenia. Entre os sinais e os sintomas então:

  • Alucinações (ver e/ou ouvir coisas que não existem);
  • Delírios (crenças incomuns baseadas em algo não real);
  • Pensamentos confusos baseados nas alucinações e/ou delírios;
  • Comportamento motor desorganizado (tolices infantis, agitação imprevisível, postura inadequada ou bizarra);
  • Alterações no comportamento emocional (não fazer contato visual, não apresentar expressões faciais e perda do interesse em atividades sociais).

O tipo e a gravidade dos sintomas podem variar ao longo do tempo, com períodos de melhora e piora. Porém, em alguns casos os sintomas podem estar sempre presentes.

A esquizofrenia normalmente ocorre entre as idades de 16 e 30 anos, sendo que os homens tendem a apresentar os sintomas em uma idade ligeiramente mais jovem do que as mulheres. É raro um diagnóstico de esquizofrenia em crianças e em indivíduos com mais de 45 anos.

Em muitos casos, a doença se desenvolve tão lentamente que a pessoa vive com o problema por anos sem saber. No entanto, há casos que a esquizofrenia pode “atacar” e se desenvolver rapidamente.

Causas da esquizofrenia

Ainda não se sabe quais sãos as causas da esquizofrenia, mas os especialistas acreditam que a condição é motivada por uma combinação de fatores genéticos e ambientais. Estudos de neuroimagem revelam diferenças no sistema nervoso e na estrutura cerebral das pessoas afetadas pela doença.

Por não estarem certos sobre essas alterações, os estudiosos classificam a esquizofrenia apenas como uma doença cerebral. Pensa-se também que algumas pessoas podem ser mais vulneráveis que outras, mas os estudos ainda não apontaram o porquê dessa teoria.

Fatores de risco

Embora as causas da esquizofrenia não sejam conhecidas, certos fatores parecem aumentar o risco de desenvolver ou desencadear essa doença, incluindo:

  • Ter histórico familiar de esquizofrenia;
  • Complicações durante a gravidez ou no nascimento (nascer desnutrido devido a problemas de saúde da gestante ou pelo consumo de drogas e toxinas por parte da mesma);
  • Fazer uso de drogas psicoativas ou psicotrópicas que alteram a mente durante.

Complicações

Se não tratada, a esquizofrenia pode resultar em problemas graves que afetam todas as áreas da vida. Dentre essas complicações estão:

  • Abuso de drogas (lícitas e/ou ilícitas);
  • Incapacidade de estudar ou trabalhar;
  • Depressão;
  • Suicídio;
  • Isolamento social;
  • Comportamento agressivo;
  • Auto ferimento;
  • Transtornos de ansiedade;
  • Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).

Diagnostico para esquizofrenia

Não há um teste específico para a esquizofrenia. O diagnóstico envolve em determinar que os sintomas não são devidos ao abuso de substâncias, medicação ou alguma condição médica. A determinação de um diagnóstico de esquizofrenia pode incluir:

  • Exames físicos (Isso pode ajudar a descartar os problemas que possam causar os sintomas de outros distúrbios mentais);
  • Avaliação psiquiátrica (Um especialista de saúde mental irá fazer perguntas para verificar o comportamento, pensamento, humor, se há uso de substâncias, etc. Isso também inclui uma conversa com a família);
  • Testes e projeções visuais (ressonância magnética ou tomografia computadorizada);
  • Exames de sangue para drogas e substâncias.

Tratamento da esquizofrenia

A esquizofrenia necessita tratamento ao longo de toda vida, mesmo quando os sintomas diminuírem. O tratamento à base de medicamentos e a terapia psicossocial pode ter bons resultados sobre a doença.

O profissional responsável pelo tratamento do esquizofrênico é geralmente um psiquiatra experiente no assunto. Porém, uma equipe pode ser montada, incluindo um psicólogo, um assistente social e uma enfermeira. A ideia de uma equipe completa pode estar disponível em clínicas com experiência em tratamento da esquizofrenia.

Medicamentos

Os medicamentos são peças-chave no tratamento da esquizofrenia, sendo os antipsicóticos os mais comuns. Eles são usados para controlar os sintomas, afetando os neurotransmissores de dopamina presente no cérebro.

O psiquiatra pode experimentar medicamentos, doses ou combinações diferentes ao longo do tempo. Além dos antipsicóticos, antidepressivos e drogas anti-ansiedade também podem ser prescritas. Os resultados da medicação podem demorar semanas para aparecer.

Intervenções psicossociais

Além da medicação, as intervenções psicossociais (psicológicas e sociais) são importantes também. Essas podem incluir:

  • Treinamento das habilidades sociais (Melhorar a comunicação e as interações sociais como um todo);
  • Psicoterapia (Ajuda a normalizar os padrões do pensamento, além de ajudar a lidar com o estresse);
  • Terapia de família (Fornece as diretrizes de apoio e educação para ajudar a família a lidar com a esquizofrenia).

Em períodos de crise ou sintomas graves, a hospitalização pode ser necessária para garantir a segurança, a nutrição e o sono adequado, além da higiene básica.

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Sobre Galdino

Paixão por saúde e qualidade de vida.

Desde 2013 buscando informações sobre a melhor maneira de se viver com mais saúde e melhor qualidade de vida. Mantenho alguns blogs com o objetivo principal de passar adiante as informações e o conhecimento que tenho adquirido ao longo desse tempo.

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Ps.
Tenho 47 anos, sou goiano, evangélico, solteiro e tenho um filho de 13 anos, motivo do meu orgulho e alegria.

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